Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.(Carlos Drumond de Andrade)
Moema
Moema - Rodolfo Bernardelli
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Centaura
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| Centaura por Coli |
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...
Cora Cora Cora... Linda
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Saudade
Hoje que a mágoa me apunhala o seio,
E o coração me rasga atroz, imensa,
Eu a bendigo da descrença em meio,
Porque eu hoje só vivo da descrença.
À noite quando em funda soledade
Minh'alma se recolhe tristemente,
Pra iluminar-me a alma descontente,
Se acende o círio triste da Saudade.
E assim afeito às mágoas e ao tormento,
E à dor e ao sofrimento eterno afeito,
Para dar vida à dor e ao sofrimento,
Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida.
Augusto dos Anjos
Hoje que a mágoa me apunhala o seio,
E o coração me rasga atroz, imensa,
Eu a bendigo da descrença em meio,
Porque eu hoje só vivo da descrença.
À noite quando em funda soledade
Minh'alma se recolhe tristemente,
Pra iluminar-me a alma descontente,
Se acende o círio triste da Saudade.
E assim afeito às mágoas e ao tormento,
E à dor e ao sofrimento eterno afeito,
Para dar vida à dor e ao sofrimento,
Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida.
Augusto dos Anjos
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Do grande poeta da terra mãe
| | ||
| -- Luiz de Camões (ca. 1560) | ||
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Florbela Espanca
Desejos vãos
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz imensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até a morte!
Mas o Mar também chora de tristeza ...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras ... essas ... pisa-as toda a gente! ...
Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"
quarta-feira, 4 de maio de 2011
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Quem me dera
Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.
Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas ...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.
Alberto Caieiro
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.
Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas ...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.
Alberto Caieiro
domingo, 6 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Uma pequena história de um clássico chamamé
Merceditas, La Leyenda que Palpita
"Mercedes Strickler Khalov, morreu aos 84 anos no dia 8 de julho de 2001. Terminou seus dias solteira e com muitos problemas econômicos. Faleceu na sala de Oncologia do 'Hospital Esperanz'a de Santa Fé."Assim dizia a crônica jornalística quando a Argentina celebrava o dia da Independência Nacional, cinco anos atrás. Se foi a musa inspiradora de um dos maiores Hinos de Paixão já escritos. "Era de uma beleza como poucas, grandes olhos azuis transparentes, cabelo loiro como o trigal e de uma personalidade segura e livre, com fortes raízes em sua terra..."
E assim nasceu MERCEDITAS, la "leyenda que palpita". Executada e escutada até hoje em diversas partes do mundo.
Contam que Ramón Sixto Ríos chegou a Humboldt (província de Santa Fé) como guitarrista de uma companhia teatral. Uma noite foi a um baile no 'Salón Sarmiento', onde havia muita gente, porém ficou deslumbrado por uma 'gringuita' de vestido branco.
Tudo começou com uma profunda amizade que se transformou em amor puro. Ríos, teve que voltar para Buenos Aires, porém a promessa de continuar a relação por carta. Depois de 6 meses, retorna a Santa Fé para pedir Mercedes em casamento. Ela contava com a aprovação dos pais, porém não aceitou o convite.
Meses depois a jovem estava em casa escutando rádio, quando começou a tocar um lindo chamamé que lhe chamou a atenção. Em seguida, ficou surpresa por notar frases que Ríos havia dito a ela pessoalmente.
Ramón Sixto Ríos se casou com outra mulher, ficou viúvo e voltou a pedir em casamento a musa da sua canção mais célebre. Ela, novamente disse que não.
Esta história de encontros e desencontros, deixou o sabor amargo de um amor impossível a Ríos. Para Mercedes, a proposta de um homem que quis entregar seu coração e a nós uma das melodias mais belas. Passam os anos, porém a história renasce quando escutamos MERCEDITAS.
Merceditas é um dos chamamés mais executados no Brasil. São incontáveis os grupos e cantores (mesmo de outros ritmos) que gravaram e interpretam este lindo chamamé em suas apresentações, tanto na versão em português e espanhol. "Merceditas, la leyenda que palpita".
¡Qué dulce encanto tiene
en mi recuerdo, Merceditas,
aromada florecita,
amor mío de una vez!
La conocí en el campo,
allí muy lejos, una tarde,
donde crecen los trigales,
provincia de Santa Fe.
Así nació nuestro querer,
con ilusión, con mucha fe.
Pero no sé por qué la flor
se marchitó y muriendo fue.
Y amándola con loco amor,
así llegué a comprender,
lo que es sufrir, lo que es querer;
porque le dí mi corazón.
Como una queja errante
en la campiña va flotando
el eco vago de mi canto,
recordando aquel amor.
Pero, a pesar del tiempo
transcurrido, es Merceditas
la leyenda que palpita,
en mi nostálgica canción.
Así nació nuestro querer,
con ilusión, con mucha fe.
Pero no sé, por qué la flor
se marchitó y muriendo fue.
Y amándola con loco amor,
así llegué a comprender,
lo que es sufrir, lo que es querer;
porque le dí mi corazón.
--- em português
Que doce encanto traz a minha lembrança
Mercedita, minha flor a mais bonita
Que uma vez tanto amei
A conheci no campo há muito tempo
Numa tarde onde crescem os trigais
Província de Santa Fe;
E assim nasceu nosso querer
Com ilusão com muita fé
Mais eu não sei porque a flor
Foi murchando até morrer
E amando-lhe com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer o que é sofrer
Por ter lhe dado o coração
E como vento errante nas poçilhas
Vai sobrando um eco vago do meu canto
Vai lembrando aquele amor
Mas apesar do tempo já passado
És Mercedita a lembrança que palpita
Na minha triste canção
Extraido do site: www.chamame.com.br
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Augusto dos Anjos
Vandalismo
Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...
E erguendo os gládios e brandindo as hastas,Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
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